quarta-feira, 13 de julho de 2011

E finalmente fui dar um rolé

Cheguei com dinheiro pra pagar o ônibus e o Sr. Roberto, mais sério que bode mijando, me diz "no puedo aceptar su plata". E me contou que todo o transporte coletivo é unificado de usa o cartão magnético, como o Riocard. São recarregados no metrô, que é interligado aos ônibus. Se você usa um depois o outro, só te cobram uma vez.
Durante meu papo com o Sr. Roberto algumas pessoas entraram no bus, passaram o cartão, o leitor disparou o alarme de 'sem créditos' e como não tem trocador pra carregar o cartão, tá tudo certo, fica por isso mesmo. Tem um cartazinho dizendo que evasão de passagem é crime mas eu diria que uns bons 15% dos passageiros durante meu trajeto viajaram de carona mesmo. A maioria era de jovens, claro :)


Outra que o Sr. Roberto me contou é que todos os ônibus urbanos do Chile são acessíveis para cadeirantes, inclusive esse em que estávamos, que o próprio Sr. Roberto foi buscar na fábrica da Marcopolo, no Rio Grande do Sul. Ou seja, o Brasil exporta ônibus acessíveis mas no Rio uns quê, 3, 9% da frota é acessível? ¬¬


No meio do caminho me aparece o Pedro de Valdivia, o mané que chegou com um exército e disse "essa porra toda aqui agora é do meu patrão (o rei Carlos V, da Espanha, no caso).

Depois de análises sólidas sobre o futebol brasileiro e chileno de hoje e de ontem, Sr. Roberto me deixou na estação Santa Lucía, no centrão da cidade, ao lado da Biblioteca Nacional e do Cerro Santa Lucía
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